quinta-feira, 9 de abril de 2009

Falecimento do Tavares da Gaita

recebi esta triste notícia via newsletter do Jefferson Gonçalves

É com imensa tristeza que venho dar a notícia do falecimento de Mestre Tavares da Gaita.

Mestre Tavares da Gaita, 84 anos, faleceu hoje as 08:30 da manhã, devido a um AVC seguido de Pneumonia e uma infecção generalizada.

Tavares deixa mais um vazio entre nós, gaitista de uma genialidade impar e um ser humano difícil de encontrar, simples, humilde e de um grande coração.


Sentidos pela perda

:-(

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Dica

expect the best
be prepared for the worst
fuck what others think
and do your own thing

e pense que o Kenji pelo menos fala de frente, e não pelas costas.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Son of Dave (de novo...)

Eis que depois de tanto ouvir falar do cara, e de ver clipes legais no youtube, a Clara me mandou o link pro CD do Son of Dave.

Ouvi e re-ouvi o CD ontem no carro e entendi pq me mandaram :-)



Pq a gaita não é o mais importante ali, embora seja muito bem tocada. A proposta ali foi trazer o blues pro século XXI e além de dar uma roupagem mais moderna e mais misturada com outros estilos (especialmente o funk), o resultado foi um CD com algumas músicas realmente muito palatáveis.

Eu entendo que a comunidade blueseira tradicional tem uma certa tendência a ser menos susceptível a novidades e misturas. Me vêm à cabeça pelo menos dois bons exemplos. Um do Jefferson comentando num workshop que "o público de blues às vezes é mais purista que o público de heavy metal", e é a mais pura verdade. A outra, da apresentação do Ferrari no SESC Pompéia, quando ele tocava com o pessoal do "Compadres", onde ele tocou uma versão de "all along the watchtower" usando e abusando de pedais.

No caso dessa apresentação, a reação do público, eu me lembro, não foi boa. Mas acho que o Leandro fez o certo. Tocou a onda dele. Se o público vai ao festival de harmônica e não entende que harmônica não é necessariamente blues, são outros 500.

Risco duplo. Tocar uma onda eletrônica prá um público tradicionalista que curte equipamentos vintage e whisky de milho, e refazer uma música do Dylan, ainda que tenha ficado psicodélica na mão do Hendrix. Afinal, tecnicamente, Dylan era gaitista. (tecnicamente, IMO).

É um risco que Son of Dave não assume quando abre o CD com uma música que diz "Old times were good times". Son of Dave fica então num meio caminho entre a música puramente analógica, hipercriativa e tradicionalista do Hazmat Modine, e a música eletrônica de vanguarda do Ferrari. Son of Dave dialoga nas duas pontas e diminui o risco de rejeição nas duas pontas, agradando gente como eu que já ouviu blues tradicional demais e que gosta de abordagens novas para a gaita.

O risco de Son of Dave, da mesma forma, é não agradar ninguém ficando no meio do caminho. Pq a onda eletrônica do Ferrari abre portas para ele nos Skol Beats da vida, e Hazmat Modine abre outras portas do outro lado oposto.

De qq forma, vale a pena conferir e ver se Son of Dave tem o fôlego necessário. Se sua proposta tem substância que faça durar. Mas se não durar também, já é um CD muito bom, e só isso já basta.

terça-feira, 31 de março de 2009

Fresquíssimo de Trossingen

A Hohner também apresenta alguns produtos novos essa semana na Musikmesse. O mais interessante deles é a Marine Band Crossover, uma Marine Band Deluxe com corpo de bambu, para quem gosta de experimentar com materiais diferentes.



Além dessa gaita, também uma réplica de uma gaita antiga, a Harponette, com um corpo de ressonância adicional no formato de uma harpa.

Também será apresentado o amplificador para gaitas Hoodoo Box (5 W, EL84, Celestion ™ "Super 8" e saída XLR).

Tudo isso e mais no link
http://www.musik-meyer.net/Anwendungen/WNews/
honews.nsf/HTML/DCEE49256BB17552C1256FE10034BE16


Em alemão, claro. Mas o importante são as fotos e as infos que você só recebe, fresquinhas desse jeito, no blog Gaita-BH :)